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Esses os desafios na produção de café no Brasil

O Brasil é o maior produtor e o maior exportador de café do mundo. Nos últimos dez anos, a safra brasileira de café teve um crescimento de 56% no volume de produção, passando de 39,5 milhões de sacas em 2009 para 61,66 milhões de sacas em 2018. Com esse volume a produção de café no Brasil representa 35% da produção mundial.

O Brasil é o maior produtor e o maior exportador de café do mundo. Nos últimos dez anos, a safra brasileira de café teve um crescimento de 56% no volume de produção, passando de 39,5 milhões de sacas em 2009 para 61,66 milhões de sacas em 2018. Com esse volume a produção de café no Brasil representa 35% da produção mundial.

Para colher tantas sacas de café é necessário usar muita mão de obra nas lavouras, principalmente no momento da colheita. Porém, a escassez e a desqualificação de trabalhadores são ainda grandes problemas, mesmo diante do aumento da mecanização.

Por essa razão, ter mão de obra em maior quantidade, mas com qualificação representa um grande desafio para a produção de café no Brasil, com o cafeicultor precisando tomar importantes decisões para elevar a sua produtividade e a qualidade dos grãos.

Constante qualificação da mão de obra

No Brasil e em todo o mundo, a maior produtividade e a qualidade do café têm relação direta com seu preço, ou seja, uma maior produção de café baseada na máxima qualidade terá maior preço na venda.

O que acontece, porém, é que a mão de obra utilizada é, por vezes, carece de constante qualificação, o que depende de investimentos.

Essa afirmação é compartilhada por Simão Pedro de Lima, Diretor Superintendente da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocaccer). Segundo ele essa necessidade de constante qualificação da mão de obra pode afetar a produtividade e a qualidade do café, com impactos diretos no preço do produto.

O café é uma cultura que necessita de cuidados durante todo o ciclo produtivo. O preparo das mudas, o plantio bem feito para o bom pegamento das mudas, os tratos culturais, as ações preventivas e curativas nas plantas, a colheita bem conduzida, o pós-colheita bem feito, são ações cruciais para o bom desenvolvimento da produção de café”, explica.

Lima ainda salienta que essa é uma cultura que envolve valores significativos no processo de produção de café e qualquer deslize é capaz de comprometer a saúde financeira da atividade.

O cafeicultor investe por três anos até ter sua primeira colheita e, depois, ano a ano, colheita a colheita são investidas somas vultosas para manter a lavoura em bom estado”, opina o superintendente da Expocaccer.

Importância da qualificação da mão de obra na produção de café

Como dito, à desqualificação de trabalhadores na produção de café representa um dos principais desafios enfrentados por cafeicultores ano após ano.

Mas mesmo diante desse grande desafio, a busca por qualificação da mão de obra deve ser prioridade número um dentro desse setor, como ressalta Lima.

A produção de café é uma cultura anual, que passa por diversas fases ao longo do ano cafeeiro, por isso a mão de obra qualificada é de suma importância, já que um erro ou desacerto nas práticas no trato cultural, pode comprometer a produção e a sua qualidade”, explica.

Lima salienta ainda que no Cerrado – região atendida pela Expocaccer - tem-se uma cafeicultura com alto grau de mecanização, do plantio à colheita, o que demanda pessoas que lidem bem com a tecnologia, principalmente quanto à operação e às regulagens das colhedoras.

Além disso tudo, o uso de mão de obra qualificada faz com que os produtores tenham maior rentabilidade, desempenho na operação e o fundamental, significativa redução de custos no processo de colheita.

Planejamento: Etapa fundamental para superar esse desafio

Assim como ocorre com todos os setores ligados à agricultura, a eficiência do planejamento, principalmente quanto ao uso de mão de obra na produção de café, representa a melhor medida que deve ser adotada pelo cafeicultor para superar seus desafios.

Deve existir, por parte dos produtores de café, uma atenção especial na qualificação das pessoas. Os produtores devem investir em treinamentos específicos para toda a equipe de trabalhadores”, explica o Diretor Superintendente da Expocaccer.

Lima acredita que a qualificação constante, feita de forma organizada, programada, cuidando para que cada pessoa receba o melhor treinamento, é uma das ações primordiais para se ter bom resultado na produção de café.

Em nada adianta adotar as boas práticas nos tratos culturais, utilizar tecnologia de ponta, se o fator humano, com toda a sua complexidade, não for levado em conta”, finaliza.

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