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Tecnologia

Automação do plantio de soja e a busca constante por produtividade e lucratividade

Na década de 1970, a produção da soja brasileira atingia, aproximadamente, 10 milhões de toneladas/ano. Atualmente, chega a 100 milhões. O rendimento médio por hectare hoje é de 50 saca, naquele período estava próximo de 28. Percebeu o avanço substancial em produtividade? Você sabe qual é o principal motivo?

Certamente, a melhora na tecnologia de sementes, o aperfeiçoamento do manejo e o substancial aumento de áreas cobertas por lavouras são responsáveis pela evolução da cultura da soja, porém uma nova era já marca território na lavoura da soja e também vem contribuindo.

Após ter praticamente substituído os trabalhadores do campo por máquinas, a cultura da soja brasileira, agora vive a era da agricultura de precisão. Esse novo período alia tecnologia de informação, Big Data e otimização da produção para um bem comum: eficiência no plantio.

Porém, nas últimas safras a agricultura de precisão também está sendo aperfeiçoada. É o que veremos a seguir!

Novas tecnologias para automatização do plantio da soja

Nas últimas safras estamos passando por um processo de automação da agricultura de precisão.

Com o advento da tecnologia embarcada os processos estão sendo automatizados, reduzindo o trabalho na coleta dos dados da lavoura. Com isso, a automação no plantio da soja tende a gerar menos erros, melhorando as taxas de retorno e, consequentemente, aumentando a produção e contribuindo para cumprimento de prazos de plantio.

Nesse contexto, muitas são as tecnologias de automação do plantio apresentadas todo ano em feiras agrícolas, caso da Agrishow. Para Edemar Moro, docente do curso de Agronomia da Unoeste de Presidente Prudente (SP), as máquinas estão sendo equipadas para usar a agricultura de precisão com taxa variável de distribuição de fertilizantes, sempre considerando a fertilidade do solo. Isso vem trazendo um avanço importante no momento do plantio.

O professor lista ainda diversas outras tecnologias melhoram a semeadura da soja:

  1. Monitor de linha, o qual acusa a obstrução da distribuição de sementes ou fertilizantes na cabine do operador do trator;
  2. Semeadoras com linhas pantográficas com grande flutuação para acompanhar irregularidades do terreno;
  3. Reservatórios de fertilizantes e de sementes centralizados facilitando o reabastecimento;
  4. Sistema pneumático de distribuição das sementes;

Quais as vantagens da automação?

A automação tem o objetivo de trazer mais qualidade e maior rendimento à semeadura. Para o professor, a principal vantagem da tecnologia é levar qualidade e rendimento na arte de semear.

Com o uso de máquinas automatizadas, as sementes serão distribuídas na mesma profundidade com a quantidade certa de fertilizantes trazendo maior rendimento operacional. Moro completa: “o início de uma boa colheita se inicia com uma excelente semeadura”.

Apesar de o investimento em tecnologia não ser baixo, a automação trará vantagens bastante convidativas na relação custo/benefício da lavoura. Para Moro, “as falhas na semeadura em curto prazo se tornam mais onerosas que o custo da tecnologia”.

Além do mais, é importante considerar que num mesmo ano agrícola até três cultivos podem ser feitos na mesma área. Dessa forma, o investimento será diluído com outros cultivos durante o ano, diferentemente do prejuízo que pode ser multiplicado.

Segundo o especialista, no passado a unidade produtiva era área (hectare, por exemplo), na agricultura moderna (atual) a unidade produtiva é a planta, portanto a semeadura deve garantir que todas as sementes se tornem plantas produtivas.

Porém, vale lembrar, que aliada à automação do plantio, o uso de sementes e fertilizantes de qualidade é essencial. Agregado a isso, a adoção de mão de obra para o uso da tecnologia disponível também se faz imprescindível.

Automação do plantio é importante, saber a hora certa de plantar é essencial

Nada adiantará ter o nível de automação máximo, se o produtor escolher o momento errado para o plantio. O prejuízo será certo! Assim, o planejamento do plantio é um item fundamental para o sucesso da lavoura da soja. A recomendação sobre o período correto varia conforme cada região do país, no entanto a orientação é que os produtores comecem a planejar o plantio da lavoura na entressafra.

A época de implantação da soja é definida pelo Zoneamento Agrícola, proposto pelo Ministério da Agricultura. O professor Edemar Moro cita que o objetivo do zoneamento agrícola é minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos, permitindo que cada município identifique a melhor época de plantio das culturas, nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares.

Moro complementa ainda que o produtor pode ter problemas ao deixar de observar as recomendações do zoneamento, “ele não terá direito ao Proagro, Proagro Mais e ao pagamento federal do seguro rural, caso aconteça um problema climático”.

Como e onde conseguir o calendário de plantio de soja?

As épocas do plantio de menor risco, nas diferentes regiões do Brasil, podem (e devem) ser consultadas no zoneamento agrícola de risco climático disponibilizado pelo Ministério da Agricultura.

Há também a facilidade de obter as informações necessárias em órgãos estaduais ou municipais de extensão rural (Ex. CATI em São Paulo ou EMATER no Paraná). Ao realizar o plantio da sua lavoura busque aliar automação com correto planejamento das ações, a boa colheita agradece!

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