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Gestão

Atrair investimento estrangeiro em portos é saída para gargalo de exportação

Fazer com a que a produção agrícola chegue aos portos e lá seja exportada é um desafio no Brasil. Atualmente, a maior parte da produção do agronegócio nacional é transportada pelas rodovias e escoada por portos das regiões Sul e Sudeste, que, estima-se, devem atingir a saturação em 2020, caso soluções não sejam tomadas. Para soluções em curto prazo, fala-se da abertura de novas rodovias como a Transnordestina, da ferrovia NorteSul, hidrovias e novos portos – especialmente na região Norte.

Entretanto, segundo o painel “As oportunidades e as dificuldades para o aumento da oferta”, concluído durante o 12º Congresso Brasileiro do Agronegócio, da ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio), em 2015, esses problemas não serão resolvidos tão rapidamente quanto se espera, devido a “falta de estratégia, de planejamento e de execução nas obras de infraestrutura nos modais de transporte no País”.

O relatório da ABAG indica que aproximadamente 60% dos 1,5 milhão de quilômetros de rodovias do País estão em mal estado, isso colabora para que 20% da produção de grãos se perca. “Apenas 30 mil quilômetros de ferrovias. Desses, 10 mil são utilizados”. E dos 50 mil quilômetros de hidrovias nacionais – distribuídos em 10.000 quilômetros de rios navegáveis e 8.500 de litoral -, menos de 15 mil estão em uso, além de terem suas operações limitadas a determinados meses do ano.

Os custos logísticos correspondem a cerca de 8% da receita líquida do agronegócio, o que faz com que o setor seja fortemente impactado pela qualidade da malha logística brasileira

Essa estrutura hídrica tem ainda 34 portos públicos federais sob controle da Secretaria Especial de Portos com status de ministério, 16 estão sob controle de autoridades portuárias estaduais e 18 reagrupados sob a autoridade de sete companhias docas federais. Além de 42 terminais portuários privativos e três complexos portuários privativos. Desse cenário, os portos das regiões Sul e Sudeste, responsáveis por 37% das exportações brasileiras, são saída de quase 80% das exportações de soja em grãos.

A gerente de investimento e o analista de negócios da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos), Maria Luisa Cravo e Rodrigo Gedeon, respectivamente, explicam que investir nos portos, com parcerias de capital estrangeiro, pode ser uma saída para tornar a logística de exportação de produtos agropecuários mais competitiva. Essa participação internacional, no entanto, não é nova, apenas ganharia mais força.

Baseados nas estimativas de que haverá um déficit de alimentos no mundo em 2050, diversas empresas de outros países já investem no Brasil, comenta Gedeon. Geralmente, esses grupos procuram por áreas com terras produtivas e agua potável. Atualmente, há casos de contratação de frigoríficos brasileiros por essas empresas, cuja proposta é armazenar a produção, antes da exportação, e, aos poucos, se tornarem sócios desses locais e expandirem seus negócios. O que “obrigaria” uma melhora na estrutura logística.

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