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Como inovações em máquinas e implementos tornam agricultura mais rentável e sustentável

Novas tendências de comportamento – e consequentemente de alimentação -, maior atenção do produtor nos detalhes, maior precisão na hora da aplicação de defensivos e fertilizantes, além de melhores condições produtivas são algumas das necessidades que estão levando empresas a desenvolverem soluções mais sustentáveis para o agronegócio.

Segundo o pesquisador da Embrapa Instrumentação, Ricardo Yassushi Unamasu, e moderador do webinar “Agricultura rentável e sustentável: Inovações em máquinas e implementos agrícolas” do Agrishow Experience, é necessário focar no tripé “sustentabilidade ambiental social e economia”; o que na opinião do diretor de marketing da Jacto, Wanderson Tosta, é papel imperativo das empresas.

“Nosso papel é sim participar da agricultura sustentável, pois damos soluções p produtores usarem. O equipamento tem que entregar resultados nesses três vieses, mas temos que incluir lado financeiro sim, pois não faz sentido ter solução que gaste mais por hectare”, afirma Tosta.

Opinião semelhante as do supervisor de marketing do produto fuse da AGCO, Niumar Dutra Aurelio; “acreditamos que a indústria contribui significativamente para a sustentabilidade na agricultura. Nós procuramos oferecer soluções com melhor uso de energia. Tem que ser fácil de usar, com impacto positivo no ambiente e que permita identificar melhorias na produção.” - e do diretor geral da Horsch, Rodrigo Janzen Duck, para quem “se a indústria não fizer parte do processo de tornar agricultura mais sustentável, (nossos) negócios deixarão de ser sustentáveis”.

Desenvolvimento de máquinas

Para Aurelio o segredo do desenvolvimento de novas soluções é facilitar a vida do homem do campo e para o presidente da Agrimec, Odilo Pedro Marion, é preciso criatividade. Enquanto para Tosta, o “cerne é o pé na terra, entendendo da operação. Pulverizados tem que pulverizar e eu preciso entender o processo. É estar junto com produtor e vivenciar as operações no campo. Muitas máquinas são finalizadas no campo. No ambiente. Dai aprimoramos. Claro que tudo vai cada vez mais sendo melhorado”.

Ainda de acordo com o diretor de marketing da Jacto, quando se fala em tecnologia, vê-se muitos produtos prontos, que funcionariam bem no campo, mas que ainda não atingiram a maturidade econômica para serem viáveis.

Percepção compartilhada pelo o supervisor de marketing do produto fuse da AGCO ao afirmar que há mais busca por qualidade do plantio. “Não posso ter falha ou semente dupla, o fertilizante tem que ser distribuído homogêneo. A máquina tem que operar com qualidade pois isso garante potencial produtivo da lavoura... apenas o alvo do defensivo deve ser atingido com precisão. Enquanto fazemos operação manuseamos dados o que ajuda na tomada de decisão”.

De acordo com os participantes do webinar, o desenvolvimento das máquinas é resultado de pesquisas e interação com cliente, a fim de ajudar a captar informações de melhorias. Isso permite uma troca de ideias, insights e novos conhecimentos e facilita enxergar oportunidades.

Para Duck, essa troca permite identificar o que será comercializado daqui a dez anos. “Tendências de consumo tão mudando. O mais importante no processo é o agricultor. Do que o mundo vai se alimentar, por exemplo?”.

Porém, de acordo com Aurelio, ainda que o produtor seja a melhor pessoa para explicar o problema que vai provocar a inovação, o desafio das empresas é fazer a leitura correta daquela informação.

Agricultura tropical

O supervisor de marketing do produto fuse AGCO aponta que os projetos globais já são desenvolvidos pensando em testes e validações de acordo com características do mercado onde vão ser comercializados. “Quando falamos de agricultura tropical o que tem de diferente comparado com Estados Unidos e Europa, são solos diferentes. Grande variação”.

Ainda de acordo com Aurelio, plantar em um lugar e esperar plantio com qualidade é um desafio muito grande, porque muda muito. Também temos que pensar no nível de complexidade. No Brasil, Sul e Sudeste tem as quatro estações. Centro-Oeste e Norte com tem períodos seco e de chuvas. Temos três safras ano...isso não tem em nenhum lugar do mundo.

“Precisamos pensar o desenvolvimento de maneira global. Não simplesmente trazermos uma tecnologia por inteira. Tem que vir com características do nosso mercado”, reforça lembrando que muito do desenvolvimento não são só os sistemas embarcados nas maquinas; existem as soluções on board, mas tem off board, não embarcado...para usar tecnologia por completo é necessário usar dados e para isso temos que processar externamente – fora da máquina - ; “A solução tem que ser pensada para ser usado nas nossas condições. Tem que evitar erosão, fazer tudo dentro das janelas adequadas etc.”, explica.

Opinião semelhante à do diretor de marketing da Jacto para quem muitas das entregas estão “fora” do equipamento; “Não é ‘só’ o equipamento, mas o conjunto de soluções”. Tosta afirma que não é trivial trabalhar na agricultura tropical! “Há desafios novos todo dia!”. Existe um trabalho forte de desenvolvimento para atender necessidades particulares do brasil. Precisa de adaptação e validação para ser solução viável para a gente. “O Brasil é muito grande, então os equipamentos têm que performar bem em todas as condições. Temos relevos, temperaturas e tipos de terrenos que mudam muito do Norte até o Sul do País”.

Já o diretor geral da Horsch explica que é possível trazer tecnologia de fora sim, mas todas não, pois algumas requerem mais tempo outras menos. As plantadeiras comercializadas no Brasil aqui são diferentes das vendidas na Europa, por exemplo. “Temos que desenvolver tecnologias que atendem necessidade do produtor. Ter uma plantadeira que atenta Paraná, Mato Grosso, Goiás ou Bahia é um sonho, mas temos que adaptar p cada região”.

 

 

 

 

 

 

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