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Acompanhe o movimento do PIB do agronegócio brasileiro e saiba como vender mais

A agropecuária é sem dúvidas, o principal motivo para o Brasil começar a sair da forte crise que enfrenta. Prova disso é que o PIB (Produto Interno Bruto) agropecuário brasileiro continua crescendo.

Estudos do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indicam que o PIB do setor deverá expandir 10,9% neste ano, números até maiores que o crescimento previsto para economia chinesa, que será de 6,7%, segundo projeções.

Como estamos acostumados a ouvir: O agronegócio é o motor da nossa economia”, diz Ivan Formigoni, zootecnista e analista de mercado da Farmlogics. De fato, desde o nosso descobrimento, o agronegócio sempre foi um dos principais movimentadores da economia do país.

Todo esse crescimento sustentável, com consequente aumento do PIB do agronegócio brasileiro, abre ainda mais oportunidades aos empresários do campo, que já provaram que podem gerar ainda mais valor com a melhora nas vendas.

Motivos do aumento do PIB no agronegócio (mesmo em crise!)

No ano de 2017, o Brasil ainda sofre com a crise. Ela vem afetando todos os setores da nossa economia, porém o agronegócio ainda se expandiu. Por quê? Segundo Nicole Rennó, pesquisadora do CEPEA-ESALQ/USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo), o setor pôde seguir sua tendência normal de aumento da produção e esse resultado foi devido, principalmente, aos ganhos de produtividade atrelados ao avanço tecnológico no campo.

Segundo a pesquisadora, especificamente em 2017, a crise da economia interna não afetou os resultados da agropecuária. Ao contrário, a boa produção no campo impediu uma queda maior do PIB nacional.

Essa afirmação também é citada por Formigoni. Segundo o zootecnista, o câmbio favorável à exportação é um forte aliado dos embarques (carne bovina, milho e soja), que tem aumentado em 2017. O exportador melhora nas vendas, e como consequência há o aumento do PIB.

Já em meio ao mercado internacional, Formigoni cita que tem visto um cenário cada vez mais adverso nos principais produtores mundiais de alimentos, o que é bom para o Brasil. “Isso é positivo para o país, pois ainda temos fortes diferenciais positivos para aumento de produção e renda interna, principalmente olhando para o mercado internacional”, explica.

Como garantir melhora nas vendas com o aumento do PIB?

De modo geral, pelo menos nas duas últimas décadas, o aumento do PIB no agronegócio foi impulsionado principalmente por seu segmento primário (a agropecuária) – que, por sua vez, puxou também o segmento de insumos.

Nicole também sugere que “melhorar a competitividade agroindustrial é uma forma de proporcionar um melhor desempenho do agronegócio como um todo”. Segundo a pesquisadora, a dificuldade da agroindústria está em exportar produtos de maior valor agregado a países de maior renda, já que estes apresentam elevado protecionismo. Além disso, há frequente tendência de valorização do câmbio no Brasil.

Formigoni, por sua vez, entende que o país ainda tem muito espaço para crescer no mercado internacional. “O crescimento das exportações do agronegócio nacional nas últimas duas décadas foi expressivo, mas ainda há muitos mercados e demanda para os países que já exportamos”, comenta.

No entanto, o zootecnista ressalta que mesmo com a recuperação do PIB a decisão de exportar ou vender para o mercado interno é sempre uma escolha que envolve preço. “Muitas vezes o mercado interno é mais atraente que a exportação, como tem acontecido com os ovos em 2017, onde a demanda firme no mercado interno agregada à queda dos preços lá fora motivam as granjas a focar as vendas por aqui mesmo”.

Se diferenciar também pode ser importante. Neste contexto, Formigoni cita o exemplo da carne bovina dos Estados Unidos. “Os norte-americanos estão entre os maiores importadores e exportadores do produto, mas para eles o saldo da balança comercial é positiva, isso porque eles exportam carne a um preço menor do que compram”, explica. Eles se diferenciam!

Formigoni indica que o Brasil, por muitas vezes, faz o contrário! Ele cita como exemplo o mercado de café. “O Brasil é o maior exportador de café a nível mundial, porém importamos café de valor agregado a um preço que chega a 77 vezes o valor com que exporta”, se agregássemos valor, poderíamos aproveitar melhor nosso potencial produtivo.

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