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Gestão

6 estratégias para o Brasil aumentar sua participação agrícola mundial

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, estabeleceu a meta de aumentar a participação do Brasil no comércio agrícola mundial de 6,9% para 10% nos próximos 10 anos. Kleber Alencar, diretor executivo e líder de Agribusiness da Accenture no Brasil, considera factível a meta. “Na produção agrícola, a performance das safras brasileiras tem se mostrado em constante evolução.”

Segundo o executivo, a limitação está mais na comercialização do que na produção. Fatores como câmbio, barreiras sanitárias e tarifárias, ausência de acordos de comércio e infraestrutura. “Além disso, a produção brasileira vem aumentando a produtividade e fazendo mais com menos, mas nesse aspecto temos espaço também para evolução.” Para Alencar, é possível jogarmos num outro patamar, mas isso se dará a partir de um programa estruturado em diferentes frentes.

O desafio é a conversão de todas essas frentes em um plano estratégico único e, principalmente, a sua execução, de acordo com o especialista. Para ele, muitas soluções estão prontas, mas ainda pecamos na hora de tirar do papel e entregar o resultado. Com planejamento, investimentos e boa gestão, “seguramente podemos atingir essa meta, mesmo porque, com o crescimento do consumo de alimentos em todas as geografias, o papel do Brasil é fundamental para o futuro do mundo”.  A seguir, o especialista sugere programas amplos de longo prazo, liderados por governo e iniciativa privada.

1 – Executar os protocolos sanitários existentes para dar garantia da qualidade dos nossos produtos e facilitar a exportação para qualquer país e o preenchimento de  (ex: cota Hilton para carne bovina).

2 – Reforçar o papel do comércio exterior e criar acordos regionais e bilaterais de longo prazo. Isso reduz o efeito de barreiras tarifárias, protecionismo e aumenta a necessidade de melhoria na competitividade e produtividade.

3 – Executar tudo o que foi planejado em infraestrutura (portos, estradas, ferrovias, hidrovias, armazenagem). Crescimento nas exportações traz um desafio logístico e, caso o país queira de fato ter esse papel no mundo, é fundamental iniciar ações nessas áreas o mais breve possível.

4 – Nos últimos anos, muito se fez em regras de sustentabilidade e, hoje, o Brasil tem uma legislação ampla sobre o tema. É fundamental que iniciativa privada e governo tenham metas claras e comunicadas para cada área da agricultura e pecuária, mas sobretudo que passem a executar e monitorar o que já está desenhado.

5 – Na produção agrícola, propriamente dita, a tecnologia ligada à captura e ao processamento de dados pode dar mais um salto de aumento de volume e qualidade. O chamado big data transformado em inteligência e analisado de forma integrada é um vetor de transformação da produtividade, trazendo mais agilidade e clareza na tomada de decisões no campo.

6 – Ainda na produção, a simplificação, maior automatização e inovação dos processos de suporte a produção têm espaço grande de melhoria (financiamento, contratação de seguros, análises de documentação para diferentes fins, processos de compra e venda de produtos e serviços, serviços técnicos e capacitação de mão de obra).

 

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