Gestão

5 boas práticas da rotação de culturas

Segundo o engenheiro-agrônomo e pesquisador da Embrapa Cerrados, Luiz Adriano Maia Cordeiro, a rotação de culturas em função de seus benefícios conservacionistas e econômicos constitui-se num requisito fundamental para a viabilização do sistema de produção agropecuária como um negócio agrícola sustentável.

Portanto, o tipo e a frequência das espécies contempladas no planejamento do sistema de rotação de culturas devem atender aspectos econômicos e comerciais compatíveis com os sistemas de produção regionalmente praticados.

Dessa forma, na concepção do pesquisador da Embrapa Cerrados, os princípios tradicionais que baseiam o planejamento de um programa de rotação de culturas são:

  1. Cultivos alternados de culturas com habilidades diferentes na absorção e aproveitamento de nutrientes do solo ou com sistema radicular alcançando profundidades diferentes;
  2. Cultivo alternado de culturas suscetíveis a certas doenças e pragas, com aquelas que são mais resistentes;
  3. Culturas alternadas em uma sucessão planejada de espécies que levam em consideração efeitos negativos ou positivos de uma cultura sobre a seguinte subsequente. “Esses efeitos podem ter sua origem em substâncias tóxicas, no fornecimento de nutrientes, incremento de matéria orgânica, sistema radicular, estrutura do solo, microrganismos do solo, alelopatia ou umidade residual do solo”, explica Cordeiro;
  4. Alternar o uso de culturas que tendem a exaurir o solo com culturas que contribuam para melhorar a fertilidade do solo, ou seja, alternância de culturas extratoras com recuperadoras do solo;
  5. Cultivo alternado de culturas com diferentes necessidades extremas de mão-de-obra, máquinas e implementos, água etc., em épocas ou estações de cultivo diferentes.

Requisitos básicos que precisam ser observados

Para que um sistema de rotação tenha o sucesso desejado, alguns requisitos básicos devem ser observados durante todo o planejamento das rotações de culturas:

  1. Deve permitir a flexibilidade. “Quando necessário, o sistema deve permitir mudanças na escolha de culturas por decorrência de fatores edafoclimáticos ou de mercado”, cita Cordeiro;
  2. Deve permitir um intervalo suficiente entre a colheita de uma cultura e o plantio da sucessora;
  3. Fundamental existir a escolha correta da sequência de culturas, “assim evita-se a sucessão contínua de espécies com exigências nutricionais ou problemas fitossanitários comuns entre si”, diz o pesquisador.

Mas além destes requisitos, tanto professor doutor Paulo Claudeir Gomes da Silva, docente dos cursos de Agrárias da Unoeste quanto o pesquisador da Embrapa concordam que a busca por uma orientação técnica é fundamental para que a rotação de culturas atinja os resultados esperados.

Neste contexto, Silva recomenda uma orientação técnica para que os procedimentos sejam bem planejados e estruturados. “Com essa orientação, o produtor irá correr o menor risco possível com os investimentos por ele realizados”.

Essa opinião é compartilhada por Cordeiro. “Sempre que possível, o produtor rural deve buscar assistência técnica, privada ou pública, para adotar os melhores sistemas de produção agropecuária e ter sucesso em termos de viabilidade e rentabilidade”.

Segundo o pesquisador, o sucesso na adoção de sistemas de rotação de culturas é diretamente ligado à assistência técnica, “uma vez que exige mais conhecimento e capacidade gerencial para planejar, implantar e conduzir adequadamente esses sistemas e, com isso, usufruir do seu imenso potencial produtivo e de geração de renda”, diz.

Por fim, Silva diz que é de fundamental importância a presença de um agrônomo ou zootecnista, pois “na maioria das atividades dessa tecnologia temos a produção de grãos e carne”.

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